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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Como defender o meu nome


Não sou Waldete com W e, sim, Daisy com Y no final.
Tenho vários pseudônimos como o Ignácio de Loyola Brandão: Deise, Deize, Deisy, Deizy, Dayse, Daysy, Daysi. No entanto, sou Daisy com Y no final, e está acabado!

Mas quem é essa Daisy com Y no final?

Uma menina curiosa e inquiridora, constantemente abafada por uma mãe firme, racional e lutadora que já havia ajudado a criar seus irmãos, o que a fez contida e rígida.
Uma menina sonhadora e romântica, sempre alimentada por um pai erudito, poeta e bon vivant, que a incentivou a ler e a aproveitar o que a vida tem de bom.
Uma menina estudiosa e eclética, buscando continuamente conhecer e aprender coisas diferentes e interessantes.

Uma adolescente inquieta e agitada, cercada de amigas e amigos que se encontravam quase todos os sábados para um arrasta-pé.
Uma adolescente rebelde e decidida que, por conta de regras sociais vigentes, se viu obrigada a seguir planos pré-estabelecidos.

Uma jovem mineira tradicional que encontrou um paulista quatrocentão, casou-se e veio para São Paulo sem conhecer ninguém.

Uma mulher determinada e dedicada que teve três filhas em quatro anos, e que viveu para elas durante uns dez anos sem pensar em si própria.
Uma mulher que, aos 37 anos, decidiu que era chegada sua hora e sua vez, e partiu para a luta; luta sim, pois não foi fácil convencer o marido de que ela também tinha direito a uma carreira.
Uma mulher que lecionou por mais de 25 anos, cercada de jovens sonhadores, curiosos e inquietos como ela.

Uma senhora que, aos 63 anos, realizando um sonho embalado por muitos anos, teve a coragem de mudar-se para os Estados Unidos com o marido, para ajudar uma das filhas a abrir uma firma de exportação.
Uma senhora que, após um diagnóstico agourento, cuidou do marido por quase dois anos, deixando de lado todos os outros planos.

Uma viúva que, tendo vivido o luto intensamente, resolveu abraçar os sonhos deixados no acostamento da estrada da vida.

Mas, sobretudo, essa mulher é a Daisy com Y no final e não se fala mais nisso!

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Texto originalmente publicado na internet em 23.11.2008 em http://margaridasaovento.blog.terra.com.br/
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